ESTRADA
... sigo até onde der
até os confins celestes
as estrelas do leste,
navegando ao boreste.
Em uma imensidão de mar
de mãe, de cruzeiros e
supernovas, explodindo
ao universo refletido.
Lateja, bate, imerso
Soberano rei das constelações,
vivo! Porém nulo as costas
Subindo, descendo no caturro do oceano.
No meia nau ouço os fundos dos seus,
correndo entre as escotilhas proibidas,
vivenciando autores e poetas deslumbrados,
numa eterna noite de emoções e fetiches reais.
O pier ao longe jamais vou alcançar, não eram
eu queria explodir de luzes, fui tantas coisas para pessoas mas nunca pra mim. Pela estrada de céus eu me vejo airoso na proa da eternidade.
Wlielton Martins
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