OBJETO

As gentes nunca me percebem pelo que sinto, cansado estou dos olhares malévolos, das incertezas. 

Cobiçável é o corpo daquele que aguarda sentimentos, as luxúrias tomaram conta dos homens, não suporto mais.

Esperei viver intensamente amores e verdades, mas apenas encontrei desprazer no desejo do prazer. 

Sinto-me mal compreendido pelos demais, no entanto, não é prudente deixar-se levar pelas mentiras.

Os caminhos trilhados foram equivocados, agora consigo vislumbrar meus próprios defeitos.

Tornei-me um objeto voluptuoso da maldade, necessito escapar disso e esconder-me.

Sinto-me mal por ninguém me ver como sou, as batalhas já estão perdidas para mim. As esperanças morreram ao deitar-me.


Wlielton Martins 



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