A VINGANÇA PART I
Sombra de ódio se estende no peito frio,
Vingança, um manto que tece seu fio.
Ansiedade dança na mente aflita,
Ciclos de tormenta, a alma inquieta.
Em cada verso, a morte sussurra baixo,
No eco das sombras, onde o ódio é traço.
Parnasianas rimas, como lâminas cortantes,
Refletem a essência dos sentimentos amargantes.
Vingar-se, um cálice de veneno na taça,
O coração envenenado pela trama que abraça.
O ódio, uma chama que consome e devora,
Entre versos de gelo, a alma chora.
Na ansiedade, o tempo se desfaz,
Tece teias de aflição, onde a paz desfaz.
E a morte, musa derradeira da triste sina,
Desenha sombras, onde a vida declina.
Parnasianismo em versos que destilam,
O amargor das paixões que o tempo aniquila.
Entre rimas frias, a alma se debate,
No palco sombrio da vingança o demônio sou eu.
De Wlielton Martins
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