ONDE ME DEITO

Era uma vez uma manhã chuvosa...

Logo após ensolarada por avenidas e alamedas
o cheiro do café vinha de todos os cantos,

contos e fábulas incríveis, singelas em um velho cobertor.


Por sinal ouvir uma despedida das árvores,

e pela janela avisto uma doce verdade em olhares.

Flores renascem como lagartas em metamorfose vivida.


Busquei sentindo em livros, dondes vinhas?

Sou um príncipe preso em interlocuções e paráfrases, 

pintado de areia e anil revisitando o antes da primavera. 

Poesias em cavalos alados em sentimentos estrangeiros.


Corro pelo quintal, real e imaginação,

o bolo assando no forno e minha avó do lado.

Ainda chove mesmo ao relento do mormaço do sol.

Estranhos apostos com doses de açúcar e marismas.


Quando me deito, sonho países e pais,

canto e não canso de escrever os clarões magros,

voa abelha para longe e espalhe seu pólen e distribua seu mel.

Seus olhos, suas mãos, seus amores e suas características nos caracteres.


Encontrei tribais mas eu seguia sem saber,

solidão se transformou e extensões úmidas e rasas,

o melhor é o cheiro da terra sentida na paz e nos amores.

Ouvindo música e criando um mundo no verdadeiro papel.


De Wlielton Martins



Comentários

Postagens mais visitadas