INOCÊNCIA

me vejo numa estrada deserta,
correndo tentando entender,
por que a vida me deixou?
mas o sonho acorda ao fim.

flores brancas, sangue nas mãos.
Tento entender o que houve,
meu coração desmancha,
escorre tintas nos olhos.

minha inocência corrói meu rosto.
sofro por não entender,
gotas vermelhas gritam,
mas continuo a lutar.

duro feito madeira, podre igual.
vejo todas as curvas,
seu olhar maldito,
mas ainda assim…

de Wlielton Martins

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