PERDA
A flor sangra na dor da perda,
pelas estradas de pedra, choro.
Nuvens dançando tango, lágrimas.
Entendendo o destino ao mar.
Me conhecer é bailar em brasas,
maresia ao teatro de palhaços,
assistindo à história de outro,
busco o sentido em ondas.
De branco, estou no penhasco,
a brisa corta meu rosto, olhando,
espreitando o fim da tarde,
memória de um largado, findando.
No navio de pessoas perdidas,
estou na proa buscando ele,
na cidade irei morrer ao lado,
uma perda de cristais e cristãos.
Na igreja me ponho de joelhos,
esquecendo o final do poço,
ao homem que é desconhecido,
ainda lembras de mim, aqui.
de Martins, Wlielton
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