DEZEMBRO
Já no inicio do mês, escrevo a você.
Um dia comum ao qual não entendi,
no silencio da sala, onde ouço a tv.
Muda, sem escuta e então fingi.
Pelas ruas frias da madrugada,
sinto o frio no meu casaco sujo,
molhando minha imagem ilustrada,
num retrato quebrado ao luxo.
Em Dezembro serei a magia,
voando na nuvem em luzes,
trilhando caminhos de poesia,
em uma peça quente de fuzes.
Por caminhos indescritíveis,
estrelas brilhantes explodiram,
em corações de vidro sensíveis,
seguindo por matrizes e feriram.
Dezembro passa mas eu fico,
olhando o céu passar na vida,
florestas encontradas em picos,
neblinas iluminadas por feridas
de Wlielton Martins
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